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Guias por Pais

Comprar um imóvel na Tailândia: Direitos 2026

Comprar um imóvel na Tailândia em 2026: regras de propriedade, restrições para estrangeiros, taxas de transferência e armadilhas a evitar. Guia completo e atualizado.

Manon
Manon
86 min
Comprar um imóvel na Tailândia: Direitos 2026
Photo by Alejandro Cartagena 🇲🇽🏳‍🌈 on Unsplash

Em 2026, um estrangeiro não pode comprar terreno na Tailândia em seu próprio nome — mas pode legalmente adquirir um apartamento em condomínio (condomínio) a 100%, desde que os estrangeiros não possuam mais de 49% das unidades do edifício. Existem várias estruturas alternativas para vilas e casas. Comprar um imóvel na Tailândia (2026)

A Tailândia atrai milhões de viajantes a cada ano, e muitos acabam se fazendo a mesma pergunta: e se eu comprasse aqui? O país registrou em 2020 receitas turísticas de 15,4 bilhões USD (fonte: Banco Mundial, 2020) — um número que ilustra o quanto este destino se tornou um verdadeiro projeto de vida para milhares de pessoas de todas as partes do mundo.

Mas eis o paradoxo tailandês: é um dos países mais abertos ao turismo no Sudeste Asiático, e um dos mais restritivos em termos de acesso à propriedade para estrangeiros. Regras herdadas do Código de Terras de 1954, ainda em vigor hoje.

Resultado? A cada ano, compradores — franceses, belgas, canadenses, marroquinos ou senegaleses — assinam contratos sem entender as implicações reais. Alguns descobrem tarde demais que sua "propriedade" não lhes pertence juridicamente, ou que se baseia em uma estrutura frágil que pode desmoronar no primeiro litígio.

Em resumo

  • Os estrangeiros não podem possuir terreno na Tailândia em nome próprio — a lei proíbe formalmente.
  • A compra de um condomínio é legal a 100%, dentro do limite de 49% por edifício.
  • Estruturas alternativas existem (arrendamento de longo prazo, empresa tailandesa), mas apresentam riscos jurídicos sérios que devem ser conhecidos antes de assinar.
  • As taxas de transferência, impostos e direitos de registro representam em média 2 a 6% do preço de compra, dependendo da estrutura escolhida.

Aqui está um mapeamento completo e honesto do direito imobiliário tailandês para estrangeiros em 2026: o que é legal, o que é arriscado, o que é proibido — e as perguntas específicas a serem feitas antes de sacar seu cheque. Direito do Trabalho na Tailândia Direito do Trabalho na Tailândia

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Quais imóveis um estrangeiro pode comprar na Tailândia em 2026?

Na Tailândia, os estrangeiros podem legalmente comprar um apartamento em condomínio (condomínio) a 100% em seu nome, sem estrutura intermediária. Por outro lado, a compra de terreno ou de uma casa individual em nome próprio continua proibida pela Lei do Condomínio B.E. 2522 e pelo Código de Terras. Essa distinção fundamental surpreende muitos compradores estrangeiros que chegam pensando que "comprar um imóvel na Tailândia" funciona como em seu país de origem.

O mercado imobiliário tailandês distingue duas grandes categorias de bens acessíveis a não-nacionais:

  • Condomínio (apartamento em condomínio): compra direta em nome próprio permitida, desde que respeitado o limite de 49% de unidades detidas por estrangeiros no edifício
  • Vila ou casa individual com terreno: o edifício pode pertencer ao estrangeiro, mas o terreno deve passar por uma estrutura jurídica (arrendamento de longo prazo ou empresa tailandesa)
  • Terreno nu: proibido em nome próprio para um estrangeiro, sem exceção
  • Bem em área turística regulamentada (Phuket, Koh Samui): mesmas regras nacionais, mas com práticas locais específicas a serem verificadas
  • Bem comercial: sujeito a regras distintas dependendo do tipo de atividade e do visto detido

💡 Bom saber

O limite de 49% nos condomínios se aplica edifício por edifício, não em nível nacional. Um edifício em Bangkok pode ter 48% de proprietários estrangeiros e aceitar seu pedido, enquanto outro na mesma rua pode estar completo. Verifique a proporção exata com o administrador do condomínio antes de qualquer assinatura.

Kenji, um empresário japonês estabelecido em Chiang Mai desde 2023, quase assinou uma promessa de venda para um apartamento em um edifício cujo limite de estrangeiros já estava em 47,8%. Seu advogado local bloqueou a transação a tempo — um erro que poderia ter custado seu depósito de 10% sem possibilidade de recurso. A verificação do limite é, portanto, o primeiro passo concreto, antes mesmo da visita.

Como funciona o arrendamento de longo prazo (Leasehold) para comprar na Tailândia?

O arrendamento de longo prazo, chamado Leasehold, é a estrutura mais utilizada por estrangeiros que desejam adquirir uma vila ou uma casa com terreno na Tailândia. A lei tailandesa permite um arrendamento de 30 anos no máximo, registrável no Departamento de Terras, com duas opções de renovação de 30 anos cada — ou seja, potencialmente 90 anos no total. Apenas o primeiro período de 30 anos é legalmente garantido.

O Leasehold não é uma compra no sentido estrito. O estrangeiro aluga o terreno por um período definido, podendo ser proprietário das construções erigidas sobre ele. Essa nuance tem consequências diretas na revenda e na transmissão do bem.

  • Duração legal garantida: 30 anos (registrado no Departamento de Terras)
  • Renovações contratuais: 2 × 30 anos possíveis, mas não garantidos por lei — dependem da boa vontade do proprietário do terreno
  • Propriedade das construções: o estrangeiro pode ser proprietário legal do edifício separado do terreno
  • Registro obrigatório: o arrendamento deve ser registrado no Departamento de Terras para ser oponível a terceiros
  • Transferência possível: o arrendamento pode ser cedido ou transmitido por herança se o contrato o prever explicitamente
  • Custo de registro: cerca de 1,1% do valor total do arrendamento, pago ao Departamento de Terras

⚠️ Atenção

As cláusulas de renovação de 30 + 30 anos inscritas no contrato de arrendamento não são oponíveis em direito tailandês se o proprietário do terreno mudar (venda, sucessão). Vários expatriados perderam sua renovação após o falecimento do proprietário tailandês. Um advogado local deve analisar a estrutura de propriedade do terreno antes da assinatura.

Fatima, uma advogada de negócios marroquina residente em Phuket, optou por um Leasehold de 30 anos sobre uma vila de 8,5 milhões de bahts (cerca de 230.000 USD na taxa de 2026). Ela fez incluir no contrato uma cláusula de preferência em caso de venda do terreno pelo proprietário — uma precaução que poucos agentes imobiliários locais oferecem espontaneamente, mas que todo advogado especializado conhece.

A empresa tailandesa (Thai Company): solução milagrosa ou risco jurídico?

Criar uma empresa tailandesa para deter um terreno é uma prática comum na Tailândia, mas envolve riscos jurídicos sérios quando serve apenas para contornar a proibição de compra. Em 2026, as autoridades tailandesas intensificam os controles sobre as empresas "nominee" — estruturas onde acionistas tailandeses fictícios detêm as ações em nome de um estrangeiro.

Uma empresa tailandesa válida deve respeitar uma regra fundamental: pelo menos 51% do capital deve ser detido por cidadãos tailandeses reais, com direitos de voto efetivos. Uma estrutura onde os acionistas tailandeses assinam cartas de renúncia a seus direitos é ilegal e pode resultar na confiscação do bem.

  • Estrutura legal: 51% mínimo de capital tailandês, acionistas reais com direitos efetivos
  • Custo de criação: entre 30.000 e 80.000 bahts dependendo da estrutura (cerca de 800 a 2.200 USD)
  • Obrigações contábeis: balanço anual obrigatório, auditoria se o capital ultrapassar 5 milhões de bahts
  • Risco nominee: sanção penal possível, anulação da transação, confisco do bem
  • Vantagem real: legal se a empresa exercer uma atividade comercial real e os acionistas tailandeses forem verdadeiros parceiros

✅ Conselho prático

Se você está considerando a estrutura da empresa tailandesa, escolha sócios tailandeses com quem você tenha uma ligação profissional ou pessoal real — não "nominees" recrutados por um agente imobiliário. Documente as contribuições de capital de cada sócio. Um advogado independente (não o recomendado pelo vendedor) deve validar a estrutura antes de qualquer registro no Departamento de Terras. consulta jurídica SOS-Expat

Carlos, um empresário brasileiro que adquiriu uma vila em Koh Samui através de uma empresa tailandesa em 2021, recebeu em 2024 uma notificação do Department of Special Investigation (DSI) — o equivalente tailandês do FBI — após seus acionistas tailandeses terem sido identificados como "nominees" profissionais. O processo se resolveu após 18 meses e 450.000 bahts em honorários jurídicos, mas o bem quase foi confiscado. Sua experiência ilustra por que a estrutura da empresa deve ser construída com profissionais do direito, não com agentes comerciais.

Quais são as taxas e impostos a serem considerados ao comprar um imóvel na Tailândia?

Comprar um imóvel na Tailândia custa entre 6% e 7% do preço de venda em taxas adicionais, dependendo da estrutura jurídica escolhida e do tempo de posse do vendedor. Esses custos são frequentemente subestimados pelos compradores estrangeiros, que descobrem a fatura real no dia da assinatura no Departamento de Terras.

Aqui estão os detalhes das taxas aplicáveis em 2026 para uma transação padrão:

  • Taxa de transferência (Transfer Fee): 2% do valor oficial registrado (valor avaliado), geralmente compartilhados 50/50 entre comprador e vendedor — mas negociável.
  • Stamp Duty: 0,5% do preço de venda ou do valor oficial (o maior dos dois). Aplica-se apenas se o vendedor detiver o bem há mais de 5 anos.
  • Specific Business Tax (SBT): 3,3% (3% + 0,3% de imposto municipal) se o vendedor revender dentro de 5 anos. Substitui o Stamp Duty — ambos não se aplicam simultaneamente.
  • Withholding Tax: retenção na fonte sobre o ganho de capital do vendedor, calculada de acordo com uma tabela progressiva. Para uma pessoa física tailandesa, varia de 1% a 35% dependendo do tempo de posse.
  • Honorários de advogado: conte com 30.000 a 80.000 bahts para uma due diligence completa e a redação do contrato de venda.
  • Honorários de agente imobiliário: geralmente 3% a 5% do preço, pagos pelo vendedor na Tailândia — mas verifique seu contrato.

⚠️ Atenção

O valor oficial registrado no Departamento de Terras (valor avaliado) é frequentemente inferior ao preço real de mercado. Alguns vendedores oferecem declarar um preço menor para reduzir os impostos. Essa prática é ilegal e expõe o comprador a processos fiscais tailandeses — e potencialmente em seu país de origem se as autoridades fiscais locais (DGFiP, SPF Finanças, AFC ou Agência da Receita do Canadá, dependendo de sua situação) detectarem uma incoerência.

Kenji, um engenheiro japonês estabelecido em Chiang Mai, quase assinou um contrato onde o vendedor pedia para declarar 40% do preço real no Departamento de Terras. Seu advogado o parou a tempo. A diferença de impostos economizada seria de 180.000 bahts — mas o risco penal era desproporcional.

✅ Conselho prático

Peça sistematicamente ao vendedor que lhe forneça o chanote (título de propriedade) e o extrato fiscal do imóvel antes de qualquer negociação. Um advogado local pode verificar em 48 horas se há hipotecas, litígios ou encargos não declarados sobre o imóvel — uma etapa que custa 5.000 bahts e pode evitar anos de litígios.

Como é o processo de compra no Departamento de Terras?

O transferência de propriedade na Tailândia é feita exclusivamente em pessoa no Departamento de Terras (Krom Thi Din) competente para o distrito onde o imóvel está localizado. Nenhum procedimento à distância, nenhum notário terceiro: ambas as partes — ou seus representantes legais munidos de uma procuração notarial — devem se apresentar fisicamente no mesmo dia.

O procedimento ocorre em várias etapas distintas:

  1. Due diligence prévia (2 a 4 semanas): verificação do título de propriedade, encargos, permissões de construção, conformidade do imóvel e identidade do vendedor. Etapa crítica, frequentemente negligenciada por compradores apressados.
  2. Assinatura do contrato de reserva (Reservation Agreement): depósito de um sinal de 1% a 5% do preço. Este documento não é padronizado na Tailândia — faça-o revisar por um advogado antes de assinar.
  3. Contrato de venda (Sale and Purchase Agreement): assinado 30 a 60 dias após a reserva. Especifica o cronograma de pagamento, as condições suspensivas e as penalidades.
  4. Prova de transferência de fundos internacionais (FET Form): para os condomínios comprados em freehold por um estrangeiro, o banco tailandês deve emitir um Foreign Exchange Transaction Form atestando que os fundos vêm do exterior em moedas estrangeiras. Sem este documento, a transferência de propriedade é impossível.
  5. Comparecimento ao Departamento de Terras: pagamento dos impostos no local, entrega do título de propriedade (chanote) em nome do comprador. Contar com meio dia no local.

💡 Bom saber

O FET Form (anteriormente chamado Thor.Tor.3) é o documento mais subestimado de qualquer compra imobiliária na Tailândia por um estrangeiro. Sem ele, você não pode registrar o imóvel em seu nome nem revendê-lo repatriando os fundos para o exterior. Guarde-o com cuidado: ele será exigido na revenda, às vezes 10 ou 20 anos depois.

Fatima, uma advogada marroquina residente em Bangkok, comprou um apartamento em um condomínio em Sukhumvit em 2024. A parte mais estressante não foi a negociação do preço, mas garantir que sua transferência internacional de Dubai para seu banco tailandês estivesse corretamente redigida em USD — e não em bahts — para acionar a emissão do FET Form. Um detalhe técnico que poderia ter bloqueado toda a transação.

✅ Conselho prático

Abra uma conta bancária na Tailândia (Kasikorn Bank ou Bangkok Bank aceitam não residentes com visto válido) antes de assinar qualquer contrato. As transferências internacionais podem levar de 3 a 7 dias úteis, e alguns bancos tailandeses exigem uma carta de origem dos fundos para montantes superiores a 500.000 bahts.

Quais são os erros mais custosos a evitar ao comprar na Tailândia?

A cada ano, centenas de compradores estrangeiros perdem quantias significativas na Tailândia — não por causa da lei, mas devido a erros evitáveis cometidos anteriormente. As consequências vão desde a perda do sinal até a confiscamento puro e simples do bem.

Aqui estão os erros mais documentados por advogados especializados em direito imobiliário tailandês:

  • Comprar na planta sem verificar a permissão de construção: projetos inteiros foram bloqueados ou demolidos em Phuket e Koh Samui porque foram construídos em áreas protegidas ou sem permissão válida. Verifique a aprovação EIA (Avaliação de Impacto Ambiental) para qualquer projeto costeiro.
  • Assinar um contrato de reserva sem cláusula de reembolso: o sinal é perdido se você desistir — exceto se uma condição suspensiva explícita o proteger. Faça incluir uma cláusula "sujeita à due diligence legal".
  • Confiar em um agente imobiliário para a due diligence: na Tailândia, os agentes não são regulamentados e não têm obrigação legal de verificar o título de propriedade. Seu interesse é concluir a venda, não protegê-lo.
  • Comprar um imóvel em área não edificável: algumas áreas costeiras (notavelmente em Koh Samui) são classificadas como Sor Por Kor — terras agrícolas reservadas para tailandeses. Vilas "à venda" nessas terras são, na verdade, construídas ilegalmente.
  • Negligenciar a cláusula de repatriação de fundos no arrendamento de longo prazo: se seu contrato de leasehold não especificar explicitamente seu direito de repatriar o produto da revenda, você pode bloquear seus fundos na Tailândia.
  • Usar nominees sem due diligence aprofundada: nominees profissionais podem revender o imóvel sem seu conhecimento ou desaparecer. A jurisprudência tailandesa protege pouco o comprador estrangeiro nesse caso.
  • Subestimar os custos de gestão locativa: as taxas de gestão de um imóvel alugado à distância (property management) representam 15% a 25% da receita bruta de aluguel — um número raramente mencionado nos folhetos de venda.

⚠️ Atenção

Desde 2023, o Department of Special Investigation (DSI) tailandês reforçou seus controles sobre as estruturas nominee. Compradores estrangeiros viram seus imóveis bloqueados durante procedimentos de investigação que podem durar de 12 a 24 meses, mesmo quando sua boa-fé era comprovada. O ônus da prova recai sobre o comprador — não sobre o Estado tailandês.

Olga, uma empresária ucraniana residente em Pattaya, perdeu um sinal de 350.000 bahts por um apartamento cujo vendedor se revelou não ser o proprietário legal — o imóvel estava em indivisão, e nenhum dos outros herdeiros havia dado seu consentimento. Uma verificação prévia no Departamento de Terras teria revelado esse bloqueio em 48 horas.

É necessário passar por um advogado local para comprar na Tailândia?

Nenhuma lei obriga o comprador estrangeiro a se fazer representar por um advogado na Tailândia. No entanto, essa economia aparente pode custar muito caro. Em um mercado onde os títulos de propriedade se dividem em seis categorias distintas — algumas das quais não conferem nenhum direito de venda —, ler um contrato em tailandês sem assistência é como assinar de olhos fechados.

Priya, uma engenheira indiana residente em Chiang Mai, quase comprou uma vila construída em um terreno classificado como Nor Sor 3 — um título provisório, não oponível a terceiros, que pode ser contestado até dois anos após a transação. Seu advogado local identificou o problema em 48 horas. Sem ele, ela teria investido 4,2 milhões de bahts em um bem juridicamente frágil.

Um advogado tailandês especializado em direito imobiliário geralmente cobra entre 15.000 e 50.000 bahts por um acompanhamento completo: verificação do título (due diligence), leitura e negociação do contrato de reserva, presença no Departamento de Terras. Esse valor representa frequentemente menos de 1% do preço de compra — uma proporção que todo investidor racional aceitaria sem hesitar.

✅ Conselho prático

Escolha um advogado inscrito na Ordem dos Advogados tailandesa (Lawyers Council of Thailand) e independente do desenvolvedor ou da agência imobiliária. Um advogado recomendado pelo vendedor defende os interesses do vendedor — não os seus. Peça sistematicamente uma lista de referências de clientes estrangeiros que tenham finalizado uma transação semelhante.

A due diligence realizada por um profissional local também cobre a verificação de hipotecas registradas, servidões ocultas, status de área protegida ou florestal, e conformidade da permissão de construção. Essas verificações levam 5 a 10 dias úteis no Departamento de Terras competente — um prazo a ser considerado desde a assinatura do contrato de reserva.

⚠️ Atenção

Alguns desenvolvedores oferecem seus próprios serviços jurídicos "inclusos". Essa prática é legal, mas cria um conflito de interesses evidente. O advogado do desenvolvedor redige contratos favoráveis ao desenvolvedor — as cláusulas de reembolso em caso de falência do projeto geralmente estão ausentes ou redigidas de forma a tornar qualquer recurso ilusório.

Quais são as perspectivas do mercado imobiliário tailandês para estrangeiros em 2026?

O mercado imobiliário tailandês passa em 2026 por um período de transformação estrutural. Os fluxos de investimentos diretos estrangeiros representam 2,7% do PIB tailandês (fonte: Banco Mundial, 2024), e o setor imobiliário capta uma parte crescente desses influxos de capital — impulsionado por compradores chineses, russos, europeus e do Oriente Médio que redescobrem a Tailândia como um destino de investimento estável.

Bangkok e Phuket concentram a maior parte da demanda estrangeira. Em Phuket, o preço médio de um apartamento em condomínio (condomínio) dentro do limite estrangeiro agora ultrapassa 120.000 bahts por m² nas áreas costeiras valorizadas — cerca de 3.200 euros na taxa de câmbio de 2026. Chiang Mai continua 40 a 50% mais barata, com uma comunidade de nômades digitais em forte crescimento desde 2023.

💡 Bom saber

O governo tailandês estuda desde 2022 uma reforma permitindo que estrangeiros detenham terrenos sob condições rigorosas (investimento mínimo de 40 milhões de bahts, duração limitada a 30 anos). Em 2026, nenhum texto definitivo foi ainda adotado. Acompanhe os anúncios do Board of Investment (BOI) tailandês para se manter informado sobre qualquer evolução legislativa.

O turismo internacional, que gerou 15,4 bilhões USD em receitas em 2020 antes da pandemia (fonte: Banco Mundial), recuperou níveis comparáveis em 2024-2025. Essa recuperação sustenta a demanda locativa — um argumento frequentemente apresentado pelos desenvolvedores para justificar rendimentos locativos anunciados entre 5% e 8%. Esses números são reais em alguns segmentos, mas pressupõem uma gestão locativa profissional e uma ocupação efetiva superior a 70%.

Wei, um empresário taiwanês que adquiriu dois estúdios em Pattaya em 2023, apresenta um rendimento líquido após encargos e gestão locativa de 4,2% anuais — inferior às projeções do desenvolvedor, mas coerente com a realidade do mercado. Seu conselho: calcular com base em uma taxa de ocupação de 60%, não 85%, para não acabar com um investimento subdesempenhando já no primeiro ano.

Fontes

5 références
  1. 1 Ministère des Affaires étrangères thaïlandais mfa.go.th
  2. 2 Bureau de l'Immigration thaïlandais immigration.go.th
  3. 3 Site officiel du visa électronique thaïlandais thaievisa.go.th
  4. 4 Système de file d'attente immigration gov.immigration1.queueonline.net
  5. 5 CFE — Caisse des Francais de l Etranger cfe.fr
Paises envolvidos Tailândia Tailândia

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